Recebi por e-mail e publico aqui, na íntegra, esta pérola da Tradição da Igreja: uma belíssima oração para a hora da morte. Muitas vezes não nos damos conta de que o fim pode estar próximo; de que ninguém sabe o dia nem a hora em que o Senhor nos chamará à Sua Presença; de que é preciso preparar-nos para o Derradeiro Encontro. Na oração da Ave-Maria a Igreja nos ensina a pedir: “Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por nós, pecadores, agora e na hora de nossa morte. Iluminados por esta mentalidade, digamos, “preventiva” em relação à morte, meditemos com esta magnífica invocação da piedade cristã:

 

 

A Nosso Senhor Jesus Cristo, para obter Misericórdia na hora da morte.

 

 

Meu Jesus crucificado, ouvi, na vossa grande misericórdia, a súplica que Vos faço agora, para a hora da minha morte, quando todos os meus sentidos desfalecerem:

 

Quando, pois, Jesus, a imobilidade dos meus pés indicar que o fim da minha viagem, neste triste vale, chegou, ó misericordioso Jesus, tende piedade de mim;

 

Quando as minhas mãos trêmulas e enregeladas já não puderem sustentar e apertar sobre o peito o vosso amado crucifixo, ó misericordioso Jesus, tende piedade de mim.

 

Quando os meus olhos, escurecidos e prestes a se apagarem, já não puderem mais contemplar-Vos nessa Cruz, ó misericordioso Jesus, tende piedade de mim.

 

Quando os meus lábios insensíveis já não puderem mais beijar as vossas chagas e, em balbucio, mal puderem, pela última vez, invocar o vosso nome santíssimo, ó misericordioso Jesus, tende piedade de mim.

 

Quando as minhas faces pálidas e os meus cabelos desgrenhados causarem aos circundantes terror e compaixão, ó misericordioso Jesus, tende piedade de mim.

 

Quando os meus ouvidos já irem se fechando para os sons e vozes deste mundo, e se abrindo para escutar a sentença da minha sorte para toda a eternidade, ó misericordioso Jesus, tende piedade de mim.

 

Quando, a minha imaginação, agitada por temerosos fantasmas, perturbar o meu espírito, e a lembrança das minhas iniqüidades, junto com o temor da vossa santa justiça, encherem minh’alma de remorso e confusão, ó misericordioso Jesus, tende piedade de mim.

 

Quando eu, em tristeza de morte, derramar minha última gota de lágrima, aceitai-a como oferenda de sacrifício expiatório, para que eu morra como vítima de penitência, e assim, ó misericordioso Jesus, tende piedade de mim.

 

Quando parentes e amigos em torno de mim, se enternecendo e se apiedando face ao meu lastimoso estado, por mim Vos invocarem, escutai-os ó misericordioso Jesus, e tende piedade de mim.

 

Quando, após o meu espírito ter lutado contra o espírito do mal, na tentativa extrema de não ser vencido e lançado no abismo negro do desespero, e, naquela última aflição de alma, tiver o mundo inteiro desaparecido para mim, ó misericordioso Jesus, tende piedade de mim.

 

Quando as últimas e fenecidas ânsias de vida forçarem minh’alma a sair, aceitai-a, Jesus, como o desejo ardente de uma santa impaciência de acercar-se de Vós, e Vós, ó misericordioso Jesus, tende piedade de mim.

 

Quando meu coração, exausto da agonia da morte, determinar sua derradeira palpitação e render-se ao fim, ó misericordioso Jesus, tende piedade de mim.

 

Quando a minha alma partir, aceitai a destruição do meu corpo como filial homenagem à vossa augustíssima majestade e humanidade, e então, ó misericordioso Jesus, tende piedade de mim.

 

E quando, finalmente, minha alma comparecer diante de Vós e, pela primeira vez, ver e admirar o esplendor da vossa majestade, não a expulseis, mas recebei-a com misericórdia, para que cante os vossos louvores; e para toda a eternidade, ó misericordioso Jesus, tende piedade de mim.

 

Oremos: Ó clementíssimo Jesus, tão amante das almas, eu Vos suplico, pela agonia do vosso SS. Coração e pelas dores da vossa Mãe Imaculada, que purifiqueis no vosso sangue todos os pecadores que estão em agonia e neste dia hão de morrer; ó Coração agonizante de Jesus, tende piedade dos moribundos.

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