Lembram-se do caso do padre de Água Fria? É aquele que veio da diocese de Cajazeiras suspeito de homicídio, foi acusado de envolvimento amoroso com uma paroquiana, processou o Arcebispo por calúnia e difamação, não cumpriu a determinação de D. José Cardoso Sobrinho para que se retirasse da Paróquia, administra os sacramentos mesmo à revelia de seu superior, enfim. Lembram-se agora quem é o rebelde? Pois bem, saiu no PE 360 graus:

 

O padre João Carlos Santana, 42 anos, que administrava há onze anos a paróquia de Santo Antônio, no bairro de Água Fria, no Recife, disse que não vai recorrer da decisão judicial para permanecer no cargo. Ele foi comunicado que deveria se retirar da igreja na última terça (21), quando um oficial de Justiça interrompeu a missa para informá-lo da decisão”.

 

Padre João Carlos diz que está decepcionado com tudo o que ocorreu. “Não há mais condições de trabalhar. Com o direito de trabalhar cerceado e marginalizado por essa campanha difamatória em cima de mim, com padres nas igrejas lendo, falando, me difamando, não há mais condições. Acho até que o povo de Água Fria foi muito firme em acreditar no seu pastor”, lamentou.

 

           

            Detalhe nº. (1): o oficial de justiça que foi abordar o padre João Carlos, sem querer, acabou impedindo que se realizasse mais um ato ilícito: o da celebração da eucaristia sem a permissão do Ordinário local (D. José). Dona Judite Cardoso, irmã do arcebispo de Olinda e Recife, disse que desde janeiro ele – o padre – está suspenso do uso de ordens.

            Detalhe nº. (2): Quando o oficial de justiça chegou na Paróquia, o povo protestou: pôs-se a cantar, rezar e lamentar a ação da polícia militar (que veio acompanhando o oficial). Na realidade, lamentável é ver que o povo volta-se contra o Arcebispo e se coloca a favor do padre. A contraposição de dois indivíduos que, via de regra, deveriam estar em comunhão, já é escandalosa; com o povo ajudando então…

            Detalhe nº. (3): o padre pede uma indenização de R$ 72.991,75 à arquidiocese – que corresponde ao valor que o padre investiu em benfeitorias nos imóveis da Paróquia de Santo Antônio, em Água Fria. Pergunto: de onde diabos esse homem tirou setenta e dois mil reais? Ele disse ter contraído empréstimos em seu próprio nome. É sabido que os bancos concedem empréstimos de acordo com a renda de quem solicita. Para este cidadão ter conseguido um empréstimo de R$ 72.991,75 a renda dele teria que ser muito, muito alta. Se, contudo, ao invés de recorrer a bancos, ele foi socorrido por agiotas, é pior: agiotagem é ilegal.

 

            Afora isso, a Srª. Ivânia Olímpio de Almeida Queiroga (a suposta concubina do padre João Carlos), que processou o arcebispo D. José Cardoso Sobrinho por calúnia e difamação, não teve a mesma atitude do sacerdote: recorreu da sentença (que foi favorável ao Arcebispo) levando o processo para a 2ª instância (veja aqui a publicação o histórico do processo).

           

            Vale lembrar que, segundo o site do TJ, desde 13 de novembro de 2006 o sacerdote foi destituído das funções de administrador paroquial, mas só agora – por força de medida judicial – é que ele, efetivamente – entrega a paróquia. Para o lugar dele foi designado o Padre Edmilson de Lima Lopes, atualmente Pároco em Jaboatão dos Guararapes, na Paróquia de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro.

 

Rezemos para que enfim tenha se encerrado a querela.

About these ads