[Divulgando para a memória e benefício espiritual do nosso dileto amigo, Alcides do Nascimento Lins. Ou, simplesmente, Alcides].

 

 Fonte: UFPE

Nessa quinta-feira (11), a UFPE promove um ato público para homenagear o estudante do curso de Biomedicina da UFPE Alcides do Nascimento Lins, que morreu na madrugada do último sábado, após ser baleado em sua casa, na comunidade Vila Santa Luzia, no bairro da Torre. Às 10h, no hall do Centro de Convenções da UFPE, uma missa em memória de Alcides será celebrada pelo padre Romeu, da paróquia da Torre, da qual o aluno fazia parte.

Logo após a missa, às 11h, ocorrerá o Ato pela Vida, uma caminhada organizada pela UFPE, tendo como entidades convidadas o Hemope (onde Alcides estagiava), UFRPE, UPE, Unicap, Facepe, UNE, DCE, escolas públicas, entre outras.

A concentração da caminhada será no Centro de Convenções da UFPE, no Campus Recife. Os participantes percorrerão a Avenida dos Reitores em direção à Reitoria (sem cruzar a BR-101), passando pela Biblioteca Central, Centro de Artes e Comunicação e encerrando no mesmo local de concentração.

Em abril de 2007, a aprovação de Alcides no Vestibular da UFPE, em um curso bastante concorrido, ganhou a mídia nacional. O momento de felicidade vivido por Alcides e sua mãe, Maria Luiza, foi destacado no Programa Fantástico, da Rede Globo, que mostrou a dura realidade da família do estudante moradora de uma comunidade carente do Recife. A morte de Alcides teve repercussão nacional.

HOMENAGEM - Durante a colação de grau dos cursos do Centro de Ciências Biológicas (CCB), que ocorreu na última segunda-feira (8), o reitor Amaro Lins, a diretora do CCB, Ângela Farias, estudantes e docentes do Centro homenagearam o aluno Alcides do Nascimento Lins.

O reitor e a diretora do Centro destacaram a importância de Alcides como representante dos jovens de escola pública. Os presentes, atendendo a pedido do reitor, fizeram um minuto de aplausos em homenagem ao rapaz. “Temos que ter esperanças de que um dia tenhamos centenas de Alcides, e não apenas um, circulando pelos corredores de nossa Universidade”, comentou a professora Ângela.Os formandos de Biomedicina usaram fitas brancas no braço, simbolizando a paz.

Além do falecimento de Alcides, também foi lembrada pela professora Ângela Farias a morte de Ludmila Meireles, ex-aluna do CCB e mestranda em Tecnologia Ambiental, decorrente de acidente de carro no Complexo de Salgadinho, em Olinda. “Hoje é a missa de 7º dia de nossa ex-aluna do curso de Ciências Biológicas/Ciências Ambientais Ludmila Meireles da Silva e na madrugada desse último sábado, perdemos de forma violenta e brutal o nosso aluno do curso de Biomedicina, Alcides do Nascimento Lins, com apenas 22 anos de idade”, relatou ela.

             A Igreja, já há algum tempo, voltou-se [algumas vezes com preocupação] para o desenvolvimento dos meios de comunicação social. Entre outras coisas, a Santa Madre Igreja tem recordado aos comunicadores [tanto “amadores” quanto profissionais] a importância de cultivar [e guiar-se de acordo com] princípios éticos no exercício da atividade de comunicação. Bem assim, a Igreja lhes tem alertado quanto à urgência de fazer com que os veículos de comunicação sejam autênticos transmissores da verdade. Ética e Verdade são os pontos–chave do discurso eclesiástico sobre os mass media.

              Vale recordar que a própria Igreja nunca temeu adentrar neste universo da comunicação para explorá-lo, examiná-lo e extrair dele o [muito] que há de bom. Neste sentido é que foram criados a Rádio Vaticana, o L’ Osservatore Romano, e outros meios de divulgação e propagação da Fé a todas as gentes. Em certo sentido, os meios de comunicação contribuem para a realização da atividade missionária da Igreja.   

             Bom, fiz questão de introduzir este post desta maneira para contextualizar bem a matéria que Zenit publicou na sua edição de hoje. Foi noticiada a criação do “primeiro diretório global em linha dos meios de comunicação católicos” O diretório foi chamado de Inter Mirifica em referência ao Decreto promulgado pelo Concílio Vaticano II sobre os meios de Comunicação Social .

              O lançamento aconteceu durante o Mutirão Latino-americano e Caribenho de Comunicação (MUTICOM), realizado na PUC do Rio Grande do Sul. Dom Claudio Maria Celli, presidente do Conselho Pontifício para as Comunicações Sociais, na conferência em que apresentou o Inter Mirifica, disse que “somos chamados a ser sal e luz, a promover uma cultura de respeito, diálogo e amizade”. O prelado também recordou que “os blogs e as redes sociais são espaços de encontro e difusão muito importantes”.

             O Inter Mirifica contará com colaboradores para a formação de seu banco de dados. Eu já me cadastrei como colaborador e estou aguardando a aprovação da solicitação. ;) Segundo a mensagem que se segue ao cadastramento, se o meu pedido for aceito, eu poderei “criar novos registros de contatos de Mídias Católicas e enviar informações para atualizar o Diretório de Mídias Católicas”. Em outras palavras: vou poder contribuir indicando veículos de comunicação [sites, blogs, jornais, revistas, etc.] que, no meu entender, sejam autenticamente católicos. A idéia me parece boa. Por isso recomendo que os colegas blogueiros e proprietários de sites católicos também requeiram a sua inscrição como colaboradores do Diretório. Confesso que tenho receio de que este espaço acabe servindo à divulgção de veículos de formação e informação pseudo-católicos… Mas vejamos. É cedo para pensar nisso. Sejamos esperançosos. ;)

             Para finalizar gostaria de citar, de modo breve, o ensinamento de dois pontífices acerca dos mass media. Os chefes da Igreja nos falam da transposição dos limites temporais e espaciais [que é bastante verificável se pensarmos no alcance da internet], do “requisito moral fundamental” da comunicação, e da relação entre “liberdade e comunicação”:

             Em 7 de Maio de 1967, por ocasião do 1º Dia mundial das Comunicações Sociais, o Sua Santidade, o papa Paulo VI, pronunciou-se nestes termos:

 ”Graças a essas maravilhosas técnicas, a convivência humana assumiu dimensões novas: o tempo e o espaço foram superados, e o homem tornou-se um cidadão do mundo, co-participante e testemunha dos acontecimentos mais distantes e das vicissitudes de toda a humanidade. Como disse o Concílio, “podemos falar de uma verdadeira transformação social e cultural, que tem os seus reflexos também na vida religiosa” (Gaudium et spes, Introdução): para esta transformação contribuíram positivamente os meios de comunicação social e, às vezes, de forma determinante, enquanto se esperam novos e surpreendentes progressos, como a próxima ligação em escala mundial das estações transmissoras da televisão, por meio dos satélites artificiais.

 Em tudo isto vemos delinear-se e agir um admirável desígnio de Deus providente, que abre à inteligência humana sempre novos caminhos para o seu aperfeiçoamento e para a consecução do fim último do homem”.

 

              O papa João Paulo II, na sua Mensagem para o 37º Dia Mundial das Comunicações Sociais, também fez considerações muito oportunas:

 ”O requisito moral fundamental de toda a comunicação é o respeito pela verdade e o seu serviço. A liberdade de procurar e de dizer a verdade é essencial para a comunicação humana, não apenas no que se refere aos fatos e às informações mas também, e de maneira especial, no que diz respeito à natureza e ao destino da pessoa humana, à sociedade, ao bem comum e ao nosso relacionamento com Deus. Os mass media têm uma responsabilidade iniludível neste sentido, uma vez que constituem o foro moderno em que as ideias são compartilhadas e as pessoas podem crescer em compreensão mútua e em solidariedade”.

             E acrescentou:

“A liberdade é uma condição prévia para a paz verdadeira, assim como um dos seus frutos mais preciosos. Os mass media servem a liberdade, quando servem a verdade: e impedem a liberdade, na medida em que se separam da verdade, difundindo falsidades ou criando um clima de reação emotiva malsã diante dos acontecimentos. Somente se tiverem acesso livre às informações verdadeiras e suficientes, é que as pessoas poderão procurar o bem comum e considerar as autoridades públicas responsáveis”.

 

 

              I – Gays e Forças Armadas

 

            Não cheguei a comentar por aqui – por falta de tempo e de paciência -, mas recomendo que leiam as oportunas considerações de Jorge sobre a recente discussão sobre a presença de homossexuais nas Forças Armadas.

 

            II – TL: Considerações de Felipe Aquino, Padre Paulo Ricardo e Wagner Moura.

            

            Há alguns dias, mencionei aqui no blog que assisti ao programa Escola da Fé, transmitido pela TV Canção Nova e apresentado pelo professor Felipe Aquino, no dia em que foi convidado o Padre Paulo Ricardo para falar um pouco sobre a Teologia da Libertação. Pois bem. O Wagner Moura [o blogueiro e não o ator, que fique bem claro] fez a gentileza de baixar um vídeo do Youtube com um trecho do programa. Além disso, o Wagner transcreveu um parte do diálogo entre o Pe. Paulo e o Prof. Felipe. Confiram!

I – México abre primeira Igreja dedicada ao exorcismo

              Está no site da BBC Brasil: México abre primeira Igreja dedicada ao exorcismo. Em seguida, farei alguns breves comentários.

 

Por Cecilia Barría

A primeira igreja mexicana dedicada exclusivamente ao exorcismo foi inaugurada na cidade de Queretaro, na região central do México.

Não há dados precisos sobre o número de exorcismos realizados no país mas, segundo as autoridades eclesiásticas, só na capital, Cidade do México, ocorrem cerca de dez por mês, e o fenômeno está aumentando.

A crença em possessões demoníacas não é nova em um país onde mais de 90% da população é católica, mas, pela primeira vez em sua história, o país tem sua própria igreja com esta finalidade – a Capela das Almas Benditas do Purgatório.

O exorcismo é anterior à chegada do colonizador espanhol, no século 16. Curandeiros astecas queimavam ervas e oravam para acabar com a influência de maus espíritos.

Doença mental

Atualmente, a Igreja Católica segue as diretrizes contidas em um livro publicado pelo Vaticano.

Críticos do exorcismo alegam que um erro comum de sacerdotes que realizam esses rituais é confundir doenças mentais como esquizofrenia ou epilepsia com o que chamam de “possessão”.

Mas um padre, Rogélio Cano, disse à BBC que na capela de Queretaro só serão aceitos casos que já foram tratados por médicos e psiquiatras.

 

              Bom, é perceptível que a matéria precisa de algumas correções e esclarecimentos importantes.

             Primeiro: Pelo que entendi, parece que não se trata de uma “nova igreja” - fundada para a prática do exorcismo [se assim o fosse, bastava abrir um filial da Igreja Universal do Queijo do Reino por lá ;) ]. Trata-se, então, de uma capela católica que será “dedicada” ao tratamento dos casos de exorcismo. Ainda sim me soa muitíssimo estranho que a Igreja tenha autorizado tal coisa…

            Segundo: o exorcismo católico nada tem a ver com as mandingas dos curandeiros astecas. A comparação foi extremamente infeliz.

            Terceiro: o “livro” – mencionado no texto da matéria – que “atualmente” serve de guia para a realização de exorcismo é, na verdade, o Ritual do Exorcismo.

 

II – Brasil legaliza alucinógenos para fins religiosos

 

             A reportagem é do El País (perdoem-me mais uma vez não ter traduzido…). Eu fico impressionado como o Brasil respeita a religiosidade de seu povo. Respeita tanto que queria retirar os crucifixos das repartições públicas… Respeita tanto que a todo momento tenta [e as vezes consegue] elaborar leis que vão de encontro aos princípios religiosos mais fundamentais…

 

El Gobierno brasileño ha autorizado el consumo de un alucinógeno en rituales religiosos tras años de discusiones y polémicas. La liberalización de la droga, llamada ayahuasca, daime u hoasca, que usaban los indios de la Amazonia brasileña en sus rituales, acaba de aparecer en el Boletín Oficial del Estado.

Es legal sólo el uso del alucinógeno, no su comercialización. No hay restricciones, todos pueden usarlo: hombres, mujeres -incluso embarazadas-, jóvenes y hasta niños, siempre que sea durante un rito religioso. Pero se prohíbe abandonar el lugar del rito religioso mientras no se hayan pasado los efectos alucinógenos en los fieles. Esta exigencia proviene de que ha habido casos de personas que intoxicadas con esta droga, y fuera del ambiente religioso, han llegado hasta el suicidio.

             […]

 

              O trecho mais curioso da matéria é o seguinte:

 Tanto Eduardo Suplicy, senador del Partido de los Trabajadores, como Fernando Gabera, senador del Partido Verde, han aplaudido la decisión del Gobierno de Lula, alegando que se trata del “reconocimiento de unas religiones verdaderamente brasileñas”.

             Suplicy e Gabera aplaudindo “o reconhecimento das religiões verdadeiramente brasileiras”! Acreditem: eles não tinham nenhuma intenção de – a partir disso – tentar mais uma vez liberar o uso/consumo da maconha… Jamais lhes passou pela cabeça coisa semelhante… Será?…

 

III – Pernambuco, orgulho-me do teu frevo e envergonho-me de tua “diversidade”…

 

 Diversidade

Com orquestra de frevo e grupo de maracatu, o primeiro Bloco da Diversidade Sexual se concentra na Rua 13 de Maio e chega ao Mercado Eufrásio Barbosa. Reúne gays, lésbicas, transexuais, travestis e bissexuais, em torno do direito à livre orientação sexual.

Fonte: http://jc.uol.com.br/grupo/servicos/roteiroCultural/shows.php?dth=2010-02-07

 

            IV – Indicaram a internet para ganhar o Nobel da Paz!

 

              A notícia está nesta matéria da Folha. Em um trecho é dito:

 “A candidatura da internet foi proposta pela versão italiana da revista “Wired”. A justificativa dada é que a ferramenta trouxe avanços para o “diálogo, debate e consenso completo da comunicação” e na promoção da democracia”.

              Até que enfim uma ideia sensata! Se até Obama ganhou o Nobel da paz por que não conferi-lo à rede? ;)

              É fato que o nível de pessimismo no mundo tem aumentado. Dia após dia a propaganda desgracista – perpetrada pelos veículos de comunicação social – atrelada ao banimento de Deus [obra empreendia com afinco pela filosofia moderna e pela teoria marxista] quer nos fazer crer que tudo está perdido. E isso com um objetivo muito claro: promover o retorno do carpe diem. É como na época de Noé – em que as pessoas diziam: “comamos e bebamos pois amanhã morreremos”. A ideia é fazer com que nos entreguemos à vivência dos prazeres temporais como compensação pelos tantos sofrimentos pelos quais passamos. A proposta é que nos entreguemos à gula e à luxúria como “cura” dos nossos problemas. E nós, infelizmente, muitas vezes nos deixamos engabelar por este discurso…

              O problema é que as consequências dessa propaganda desgracista são diversas e todas muito danosas. Entre elas:

  • Prejudica a imagem que se tem de Deus  – como um pai bondoso e misericordioso. À procura de um bode expiatório, as pessoas começam a culpar Deus pela ocorrência dos males [sobretudo os desastres naturais]. É sabido que o homem tem a desonesta mania de querer desvencilhar-se de suas responsabilidades atribuindo a um inocente a culpa pelos seus infortúnios. Deus, então, passa a ser visto como o malvado causador de problemas. Por isso a “morte de Deus”, tese defendida por Nietsche, passa a ser cada vez mais desejada.
  • Ensina um erro com relação à compreensão de “mundo”. O mundo passa a ser visto como intrinsecamente mau, problemático, ofensivo ao homem. Ora, segundo o livro do Gênesis, tudo o que Deus criou é bom. O problema é que, infelizmente, a teoria de Rousseau nunca saiu de moda: “o que corrompe é o meio”…
  • Propaga uma visão extremamente horizontal da vida. É como se apenas importasse o bem-estar neste mundo. Assim Deus, o Céu, e tudo aquilo que é transcendente é lançado nos porões do esquecimento.
  • Priva da capacidade de enxergar o bem na medida em que o ofusca focando na divulgação dos males.

 

              Penso que não seja lícito ao cristão aderir ao pessimismo como sua filosofia de vida. É contrário à esperança cristã. Devemos, sim, nos concentrar no sábio ensinamento de Santo Agostinho. De acordo com ele Deus não permitiria um mal se não fosse capaz de extrair dele um bem maior. Se esta compreensão estivesse bem solidificada em nossa mente, duvido muito que o monstro da depressão tivesse toda essa força que tem hoje. A doença do futuro? Depende de nós. Importa, antes de qualquer coisa, obedecer à ordem de São Paulo: “Alegrai-vos sempre no Senhor. Repito: alegrai-vos”.

 

 

I

 

Acabei de saber através de uma lista de e-mails que no próximo dia 10 de fevereiro as 09:00h haverá uma audiência pública no auditório do 6º andar da Câmara Legislativa do Estado de Pernambuco, com vistas a tratar do Plano Nacional de Direitos Humanos do Governo Lula. Aqueles que tiveram a oportunidade de comparecer não se omitam!

II

 

Tomei ciência através do blog de Jorge Ferraz de que o parlamento inglês anda querendo institucionalizar o ensino do homossexualismo nas escolas. Não se assustem. É isso mesmo: não contentes em chamar de preconceito algo que, na realidade, é conceito, os gayzistas do Reino Unido querem tornar a educação homossexual obrigatória nas instituições de ensino. Heterofobia total. O Papa foi contra, é óbvio. Blogs e sites católicos comentaram – indignados – o teor cretino de projetos de lei desta natureza. Confiram as citações e detalhes no Deus lo vult!.

III

 

Ontem eu escrevi: “Atingir a justiça econômica não nos fará escapar da Justiça Divina”. Pois bem.  O Santo Padre, conforme publicado em Zenit, na sua Mensagem para a Quaresma de 2010, escreveu um texto intitulado “A justiça de Deus está manifestada mediante a fé em Jesus Cristo”. Vejam o que é uma noção espetacularmente católica de justiça e injustiça:

 

A injustiça, fruto do mal, não tem raízes exclusivamente externas; tem origem no coração do homem, onde se encontram os germes de uma misteriosa conivência com o mal.

Qual é, portanto, a justiça de Cristo? É antes de mais a justiça que vem da graça, onde não é o homem que repara, que cura si mesmo e os outros.

 

Destoa um pouco do teor dos pronunciamentos de algumas conferências episcopais, não?…  

             Na semana passada eu tive a felicidade de assistir ao programa Escola da Fé, na TV Canção Nova, no qual o professor Felipe Aquino convidou o Padre Paulo Ricardo a discorrer um pouco sobre a Teologia da Libertação. É desnecessário dizer que os comentário do Pe. Paulo, bem como do Prof. Felipe, foram brilhantes, extremamente elucidativos. Mas o que, de verdade, me chamou a atenção foi quando o sacerdote – com voz firme – reivindicou o direito de concordar com o Papa; o direito de assinar abaixo de todas e cada uma das palavras do Sumo pontífice.  De fato, parece que, sistematicamente, o direito de dar o assentimento da fé vem sendo “abafado”, verdadeiramente “sufocado” em alguns casos.

             Por vezes esta perseguição vem de “fora da Igreja”.  Esta não é de causar preocupação. Afinal, é natural que os filhos das trevas odeiem a luz. Mas é triste perceber que, em alguns casos, a perseguição vem de dentro da Igreja… Católicos que ouvem e seguem os passos do Pastor Supremo da Igreja são taxados de radicais, conservadores [como se conservar o que é bom fosse algo ruim], ultrapassados, etc. Se eu tivesse a oportunidade de conversar pessoalmente com um destes bispos, padres ou agentes de pastoral [Argh! detesto usar esse termo. Jargão inócuo] que desejam tolher o direito dos fiéis de anuir ao que diz e pede o Bispo de Roma, diria a ele(s) – em nome de todos nós, “católicos alienados”, o seguinte:

             Concordamos com o Santo Padre porque o ensino que vem de Roma não é “mais uma visão teológica”, como alguns podem – erroneamente – pensar. O Catecismo não é um “conjunto de teologias” às quais podemos nos afeiçoar ou não.

             Concordamos com o Santo Padre não por falta de opinião própria, mas porque temos uma opinião comum. Não queremos reinventar a Fé porque ela – tal como o papa a apresenta – sacia plenamente o nosso anseio pela Verdade, responde satisfatoriamente as nossas perguntas, e nos ensina magnificamente a viver e a morrer.

             Concordamos com o Santo Padre porque confiamos na assistência que o Espírito Santo lhe dá para ensinar com segurança as Verdades da Fé. Sabemos que Deus “não pode se enganar nem nos enganar”.

             Concordamos com o Santo Padre porque – em meio aos tantos ventos de doutrina que sopram neste mundo confuso e obscuro – ele nos aponta que a Verdade está na Unidade da Igreja. A multiplicidade de “interpretações” não constitui garantia de autenticidade [ou melhor: atesta a falsidade]. A proclamação solene e universal da verdade feita pelo Sucessor de Pedro, esta sim, nos orienta com segurança rumo à Pátria Celeste.

             Não queremos crer na Teologia da Libertação [como a apregoam Boff e comparsas], mas na Teologia da Redenção – ensinada continuamente pelo Príncipe dos Apóstolos. Temos consciência de que este “vale de lágrimas” – como rezamos na Salve Rainhanunca se transformará numa “terra sem males” se não tivermos os olhos fitos no Céu.

            “Queremos ver Jesus”, sim. Mas não apenas no irmão “pobre e sofredor”. Queremos ver Jesus face a face! E para alcançar isto é preciso preparar-se para o Alto. Atingir a justiça econômica não nos fará escapar da Justiça Divina.

             Concordamos com o Santo Padre porque queremos ser obedientes a ele. E a nossa obediência se traduz em ato justamente no momento em que damos adesão às suas palavras. Prefirimos uma obediência surreal a uma desobediência real. Não vivemos “de aparência”.

             Concordamos com o Santo Padre, porque cremos na sabedoria dos Padres da Igreja que – desde os primórdios - consagrou a expressão “Roma locuta, causa finita” [“Roma falou, questão encerrada”].

              Por fim, deixem-nos cometer a suprema ousadia de fazer nossas as palavras do Papa.

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